Jogos de cartas para jogar sozinho: os 7 tipos de paciência que valem a pena
Um baralho e uma mesa bastam para passar horas sem ninguém do lado. Paciência é o nome de uma família inteira de jogos solitários, e cada um pede uma habilidade diferente: planejamento, cálculo, memória ou só sorte. Aqui estão os sete mais jogados, com regras completas, nível de dificuldade e um exemplo de jogada em cada.
Qual paciência combina com você
- Quer o clássico do computador: Klondike (/paciencia/).
- Quer desafio longo e estratégico: Spider (/paciencia-spider/).
- Quer lógica pura, quase sem sorte: FreeCell (/freecell/).
- Quer fazer contas rápidas: Pirâmide (/paciencia-piramide/).
- Quer partidas de 3 minutos: TriPeaks (/tripeaks/) ou Golf.
- Quer só virar cartas sem pensar: Relógio.
1. Klondike (a paciência clássica)
Dificuldade: média. Cerca de um terço das partidas é vencida por jogadores comuns no modo de virar 1 carta.
Montagem: sete colunas com 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 cartas; só a de cima de cada coluna fica virada. As 24 cartas que sobram formam o monte.
Objetivo: montar quatro pilhas de fundação, uma por naipe, do ás ao rei.
Movimento: nas colunas, coloque cartas em ordem decrescente e alternando cores (8 vermelho sobre 9 preto). Pode mover sequências inteiras. Coluna vazia só recebe rei. Quando travar, compre do monte (1 ou 3 cartas por vez, conforme a regra).
Exemplo: você tem um 7 de copas no monte e um 8 de paus no topo de uma coluna. Coloque o 7 sobre o 8; isso libera a próxima carta do monte. Antes de jogar uma carta na fundação, pergunte se ela não será útil para receber outra nas colunas.
Dica: priorize as colunas com mais cartas viradas para baixo. É ali que estão as cartas presas.
2. Spider (Paciência Spider)
Dificuldade: fácil com 1 naipe, difícil com 2, muito difícil com 4.
Montagem: dois baralhos (104 cartas) em 10 colunas: quatro com 6 cartas e seis com 5, só a de cima virada. O resto (50 cartas) fica no monte, distribuído de 10 em 10.
Objetivo: montar 8 sequências completas do rei ao ás do mesmo naipe. Cada sequência completa sai da mesa.
Movimento: qualquer carta pode ir sobre outra um ponto maior, de qualquer naipe. Mas só dá para mover um grupo de cartas junto se for do mesmo naipe. Ao distribuir do monte, cai uma carta em cada coluna, e nenhuma coluna pode estar vazia.
Exemplo: você pode pôr um 5 de espadas sobre um 6 de copas ou sobre um 6 de espadas. Prefira o de espadas: sequência do mesmo naipe se move inteira depois.
Dica: coluna vazia é ouro no Spider. Use para reorganizar, não para guardar um rei sem necessidade.
3. FreeCell
Dificuldade: média, mas quase toda partida tem solução. Das 32 mil partidas originais do Windows, só a de número 11982 é impossível.
Montagem: todas as 52 cartas viradas para cima em 8 colunas (quatro com 7, quatro com 6). Em cima ficam 4 células livres e 4 fundações.
Objetivo: levar todas as cartas às fundações, por naipe, do ás ao rei.
Movimento: nas colunas, ordem decrescente alternando cores. Cada célula livre guarda uma carta qualquer. Oficialmente se move uma carta por vez, mas os jogos digitais movem sequências usando as células vazias como apoio: com 3 células livres você move até 4 cartas juntas.
Exemplo: o ás de copas está debaixo de um 9 e de um rei. Mande o rei para uma célula, o 9 para cima de um 10 preto e o ás vai para a fundação. Duas jogadas, uma célula usada.
Dica: como tudo está à vista, planeje vários lances antes de mexer. Nunca ocupe as quatro células sem saber como esvaziá-las.
4. Pirâmide
Dificuldade: média a difícil; depende muito da distribuição.
Montagem: 28 cartas em forma de pirâmide, sete fileiras de 1 a 7 cartas, cada uma cobrindo parcialmente duas da fileira de cima. As outras 24 ficam no monte.
Objetivo: desmontar a pirâmide inteira.
Movimento: retire pares de cartas descobertas que somem 13. Valores: ás = 1, valete = 11, dama = 12. O rei vale 13 e sai sozinho. A carta do topo do monte e do descarte também pode formar par.
Exemplo: 8 + 5, 9 + 4, 10 + 3, valete + 2, dama + ás. Se há um 6 descoberto na base e um 7 no descarte, remova os dois e libere as cartas acima.
Dica: dê prioridade a pares que descobrem cartas da pirâmide, não aos que só limpam o monte.
5. TriPeaks
Dificuldade: fácil a média; partidas rápidas.
Montagem: 28 cartas em três picos (três pequenas pirâmides lado a lado), só a fileira de baixo virada. O resto forma o monte, e uma carta vai para o descarte.
Objetivo: limpar os três picos.
Movimento: mova para o descarte qualquer carta descoberta que seja um ponto acima ou abaixo da carta do topo, sem importar naipe. Em muitas versões o ás e o rei se conectam (rei, ás, 2...). Sem jogada, vire a próxima do monte.
Exemplo: o descarte é 7. Você joga um 8, depois um 9, depois um 8 de novo, depois um 7. Sequências longas como essa dão bônus de pontos nos jogos digitais.
Dica: quando houver duas cartas possíveis, escolha a que vai descobrir uma carta virada para baixo.
6. Golf
Dificuldade: média; é primo do TriPeaks com mesa diferente.
Montagem: sete colunas de 5 cartas, todas viradas para cima. Uma carta inicia o descarte e 16 formam o monte.
Objetivo: limpar a mesa. A pontuação imita o golfe: cada carta que sobrar na mesa conta 1 ponto, e o menor total vence. Uma partida completa tem 9 “buracos” (9 rodadas).
Movimento: só a última carta de cada coluna pode ir para o descarte, sendo um ponto acima ou abaixo da carta do topo. Na regra clássica não há volta (nada vai sobre o rei, e o ás não liga com o rei).
Exemplo: o descarte é uma dama. Se nenhuma coluna termina em valete, você precisa virar o monte, porque rei não serve: na regra clássica, nada se joga sobre o rei.
Dica: conte quantas cartas de cada valor estão presas antes de gastar o monte. O monte é curto.
7. Relógio
Dificuldade: nenhuma, é sorte pura. A chance de vitória é exatamente 1 em 13.
Montagem: 12 montes de 4 cartas viradas para baixo em círculo, como as horas do relógio, e um 13º monte no centro.
Movimento: vire a carta de cima do centro e coloque, virada para cima, embaixo do monte da hora correspondente (ás = 1, valete = 11, dama = 12). Depois vire a carta de cima daquele monte e repita. Rei vai para o centro.
Fim: você vence se revelar todas as cartas antes de sair o quarto rei.
Por que jogar: é ótimo para crianças aprenderem os valores das cartas e para quem quer relaxar sem pensar.
Tabela rápida
- Klondike
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1 baralho, sorte + estratégia, 10 a 15 min. - Spider
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2 baralhos, muita estratégia, 15 a 30 min. - FreeCell
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1 baralho, quase só estratégia, 5 a 15 min. - Pirâmide
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1 baralho, cálculo e sorte, 5 min. - TriPeaks
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1 baralho, sequências rápidas, 3 min. - Golf
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1 baralho, 9 rodadas curtas, 3 min cada. - Relógio
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1 baralho, sorte pura, 5 min.
Dicas que servem para todas
- Olhe a mesa inteira antes do primeiro lance. Os primeiros movimentos definem metade da partida.
- Desfaça e teste: nos jogos digitais, o botão de voltar é ferramenta de aprendizado, não trapaça.
- Comece pelas versões mais fáceis (Spider de 1 naipe, Klondike virando 1) e suba aos poucos.
- Paciência é exercício de memória e planejamento. Por isso é recomendada para idosos e para quem quer uma pausa sem tela agitada.
Perguntas frequentes
Qual o jogo de paciência mais fácil?
Spider com 1 naipe e TriPeaks são os mais fáceis de vencer. O Relógio também é simples, mas depende só da sorte.
Qual paciência exige mais estratégia?
FreeCell e Spider com 4 naipes. No FreeCell todas as cartas ficam visíveis e quase toda partida tem solução se você planejar.
Toda partida de paciência tem solução?
Não. No Klondike, uma parte das distribuições é impossível. No FreeCell, quase todas têm solução: estima-se mais de 99,99%.
Qual a diferença entre paciência e solitaire?
Nenhuma: solitaire é o nome em inglês. No Brasil, “paciência” costuma se referir ao Klondike, mas vale para toda a família.
Posso jogar paciência online de graça?
Sim. No Joguito tem Klondike, Spider, FreeCell, Pirâmide e TriPeaks, todos grátis no navegador.